sábado, 27 de setembro de 2008

Coréia e Alzheimer

Eu gosto de ver a comprovoção dos velhos clichês ao vivo e a cores. Um deles é de que a vida ensina mais do que a escola. Estava no ônibus em Copacabana quinta-feira às 10:10h indo para a faculdade quando entra um cara com alguma mercadoria que fatalmente seria indiferente à mim.
Estava sentada naquele banco individual da frente, portanto não houve contato visual com o vendedor. Ainda bem, isso me constrange. E, de fato, eu estava com o dinheiro contadíssimo (estou me acostumando a viver assim) naquela manhã chuvosa.
O cara começou a falar sobre educação, salário dos professores, lei de aprovação automática, ali, no 175 Barra da Tijuca.
Falou que na Coréia do Sul a média dos alunos tem que ser oito se não o professor é demitido, o pagamento é melhor e tudo mais. Fechou o assunto revelando tristemente a realidade do Brasil.
Eu comecei a me perguntar o quê seria a mercadoria escondida naquela caixa de papelão. O que poderia estar vendendo aquele negro bonito, com voz atuante, educação, e imagino eu, brilho nos olhos.
Ele citou vários metódos de medicina alternativa e nos explicou que são os fitoterápicos. Finalmente, veio a venda.
Palavras cruzadas, caça palavras e todo tipo de passatempo que, segundo ele, previne o Mal de Alzheimer e outras doenças degenerativas.
E assim, sem mais nem menos eu aprendi um pouco sobre a educação na Coréia. Mas infelizmente não pude comprar um livrinho daquele e presentear algum amigo entediado com aula. (porque eu não faço esses passatempos. Não gosto de desafiar meu cérebro. Será que terei Alzheimer?)

domingo, 21 de setembro de 2008

ínglixi

Existem palavras que podem ser aportuguesadas. Por exemplo

Mall. Ninguém vai encher a boca para falar isso. Vai pronunciar mól, que na boa e velha química equivale a 6 x 10²³
Park City. Podemos falar Parque Siti sem problemas
Mc Donalds, Barra World (pergunta pro moço de transporte alternativo como se fala)

Mas existem palavras que simplesmente não podem ser aportuguesadas.
Utah. Utá?
Não rola. Iutá, por favor.

dos 15 aos 20

Uma vez, em Búzios, uma grande amiga disse que o meu problema é nunca rever meus conceitos. Segundo ela, sou cabeça dura e não mudo minha opinião acerca de nada. Fiquei revoltadíssima com tal comentário! Porque eu mudo! Mas tenho um baita medo de assumir minhas novas idéias para o mundo. Gosto que as pessoas tenham uma primeira impressão a meu respeito que fique para sempre.
Várias mudanças ocorreram no meu pensamento de uns anos pra cá. Por exemplo, quando tinha 15 anos, usava camisa do Che Guevera e não podia ser vista bebendo Coca-Cola quando a vestia. Hoje em dia eu tanto não uso camisas emblemáticas como o que chove na Amazônia não chega aos pés do que eu bebo de Coca-Cola.
Foi nesta época que começou a surgir (no meu mundo) um tal de estudar e trabalhar nos EUA que eu achava uma doidera só. Naqueles dias eu nem sonhava com o termo Work Experience.
Quem é o babaca que paga uma nota pra trabalhar lá? Eu bradava: jamais darei meu sangue por esse país, meu suor, minha dignidade! Trabalhar em estação de ski? Que porre! Que sacal! Quando fui à Disney, meus amigos caíram de pau em mim. Mas meu argumento era baseado no trabalho, não no turismo.
E quem diria, eu embarco para Park City em dezembro. E o pior, sem emprego e em uma casa com mais 13 pessoas. Nada do meu feitio. Para radicalizar geral só falta eu arrumar emprego de lift-operator.
Deus queira que não!
Pretendo ficar bem pertinho do buxixo do Sundance Film Festival.

domingo, 14 de setembro de 2008

A pior coisa da vida é perder a vontade de vivê-la.

sábado, 13 de setembro de 2008

relacionamento conturbado desde sempre

"Mãe se você mudar pra melhor eu mudaira meu comportamento. Você não precisa aceitar tudo que eu quero mais pelomenos comcordar mais comigo.

ass. Lara"


Carta à minha mãe quando eu tinha, provavelmente, sete anos. Ela achou esses dias, exatamente assim, com os erros de ortografia e (falta de) pontuação.

quinta-feira, 11 de setembro de 2008

Saramago sobre 'ensaio sobre a cegueira', o filme

Saramago em entrevista a Rodrigo Fonseca

Trechos:
Se não nos limitássemos a olhar, se víssemos de fato o que temos diante dos olhos todos os dias, se tudo isso tivesse um efeito real na nossa consciência, então não poderia haver nada capaz de deter o movimento geral de protesto que se desencadearia a escala mundial contra o terrorismo da al-Qaeda, mas também contra essa enfiada maldita de calamidades que fizeram deste mundo um inferno, o único, porque é impossível que haja outro como este. Costumo dizer que o ser humano é um animal doente. Os fatos o confimam.

O resultado da adaptação de Fernando Meirelles é mais do que satisfatório. Considero-o até brilhante. O essencial da história está ali, como seria de esperar, mas, sobretudo, encontrei na narrativa fílmica o mesmo espírito e o mesmo impulso humanístico que me levaram a escrever o livro. Nem Fernando Meirelles nem eu pensamos que vamos salvar a Humanidade, mas somos conscientes de que, quer como artistas, quer como cidadãos, levamos a cabo um trabalho responsável.

Vi e apreciei como devia “Cidade de Deus” e “O jardineiro fiel”. Quando dei o “sim” a Fernando, sabia o que fazia. Suponho que os brasileiros devem estar orgulhosos de que um dos seus diretores seja um dos melhores realizadores de cinema da atualidade.

Muitas das “mulheres do médico” são homens. São todas aquelas pessoas que estão conscientes do verdadeiro caráter do mundo em que vivem e que sofrem por não ver sinais positivos de mudança, mas também pela sua própria impotência perante o desastre que se tornou a vida humana.
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Entrevista na íntegra:

terça-feira, 9 de setembro de 2008

e o Oscar vai para...

Saiu a lista dos filmes brasileiros que disputam a vaga para concorrer ao Oscar de melhor filme estrangeiro. Dia 16 a gente vê quem foi selecionado para representar o Brasil. Alguém tem um favorito?

Confesso estar um pouco envergonhada. Dos 14 filmes só vi seis. Que descaso! Tudo bem que Última Parada 174 ainda não estreou. Ainda posso atingir a marca dos 50%.
Estou ansiosa e, dentre os que eu vi, torcendo por Estômago!


A Casa de Alice, de Chico Teixeira
A Via Láctea*, de Lina Chamie
Chega de Saudade*, de Lais Bodanski
Era Uma Vez*, de Breno Silveira
Estômago*, de Marcos Jorge
Meu Nome Não é Johnny*, de Mauro Lima
Mutum, de Sandra Kogut
Nossa Vida Não Cabe Num Opala, de Reinaldo Pinheiro
Olho de Boi, de Hermano Penna
Onde Andará Dulce Veiga?, de Guilherme de Almeida Prado
O Passado*, de Hectoor Babenco (é considerado brasileiro?)
Os Desafinados*, de Walter Lima Junior
O Signo da Cidade, de Carlos Alberto Riccelli
Última Parada 174, de Bruno Barreto


* = filme visto

pizza preta

Sou aversa a mudanças, principalmente quando se trata de comida. Por exemplo, só como Sadia. Quando compram perdigão (viu que eu escrevi com letra minúscula, né?) o pau come aqui em casa.

Quando descobrimos a pizza de frigideira logo se estabeleceu um padrão. Massaleve e nenhuma outra marca. Porém este dogma foi quebrado nas últimas compras de supermercado. Trouxeram para casa um corpo estranho cuja tendência era ser rejeitado pelos anticorpos dos Rebibout. Uma marca desconhecida pelo meu vasto conhecimento de logotipos e principalmente...uma massa preta. Não é racismo. É só que a massa é integral. Repito, integral. Foi necessário muita fome e muita coragem para superar esta minha aversão. Detesto coisas integrais. Não tive boas experiências até hoje. Tudo piora quando existem passas nos meio (não foi o caso da pizza, mas é do pão).

Caprichei na muzzarela, acrescentei umas azeitonas, orégano e voilá.
Tá, não foi voilá. Mas até que ficou gostosinha...ou foi a fome? Dizem que ela é o melhor tempero...

domingo, 7 de setembro de 2008

me deixa em paz

Se você não me queria
Não devia me procurar
Não devia me iludir
Nem deixar eu me apaixonar
Evitar esse amor
É impossível
Evitar a dor
É muito mais

Você arruinou a minha vida
Me deixa em paz



Me deixa em paz, Ayrton Amorim e Monsueto

terça-feira, 2 de setembro de 2008

mulher das cavernas

8 meses sem aparar o cabelo. A única que teve a oportunidade de se encostar num metal geladinho foi minha franja, em 1º de março. Temo dizer que bati o recorde de mais tempo sem cortar o cabelo. Desde 24 de dezembro sem encostar uma tesourinha. Antes, quem detinha o título era a Vilma, mulher do Fred Flinstone. (Ha...ha)

segunda-feira, 1 de setembro de 2008

provérbios

Vocês já se perguntaram o que é uma pessoa coberta de razão?

Como será esta cobertura? Só consigo imaginar de chocolate, mel e comidinhas gostosas.


De razão...não consigo sequer imaginar o gosto!