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domingo, 19 de setembro de 2010

Redación

2010 não para de surpreender! Não bastasse a formatura, o trabalho, volta às aula de teclado e a evolução emocional, agora fui inventar de dar aulas.

Apareceu a oportunidade de ser professora de redação de um curso pré-vestibular comunitário e eu pensei: por que não?

Sempre quis fazer trabalho voluntário, mas a gente cconstantemente inventa desculpas, arruma outros compromissos mais importantes e nunca bota a mão na massa. Pois bem, desta vez nem o estresse absoluto em que me encontro, nem o iminente estado de depressão e o cansaço extremo me impediram de me jogar nesta empreitada. Pelo contrário, na hora da aula, tudo parece pequeno e me sinto revigorada, pronta pra oferecer o pouquíssimo que tenho.

Confesso que é estranho ter apenas 22 anos e dar aulas para jovens de 18, 19. Mas é gostoso e gratificante saber que aquelas pessoas cheias de sonhos contam com você pra realizarem algo bacana da vida, e isso te dá forças. Força pra correr que nem uma desesperada depois do expediente e entrar tranquila na sala de aula, pra sair do estado de inércia do seu precioso domingo e preparar a aula do dia seguinte, ânimo pra reciclar seus conhecimentos quase obsoletos de vestibular, pra pesquisar regras de Prouni etc, mas principalmente, coragem de enfrentar uma turma que conta com sua ajuda.

quarta-feira, 14 de julho de 2010

Fazendo jus ao nome deste blog, quando a chega a madrugada meu pensamento vagueia, escrevo o post de retorno as 03:35h da matina!
Como de hábito, os revivals deste blog acontecem sempre por causa das angústias que assolam meu coraçãozinho.
2010 tem sido um ano de choque e muitas, muitas perspectivas. Primeiro fiz 22 anos. Para os mais velhos esse comentário é motivo de gargalhadas e deboche. Mas pra mim é assunto sério, juro. Já faz 4 anos que obtive a maioridade. Aos 22 a gente já começa a pensar sobre a saúde, o metabolismo começa a desacelerar e emagrecer não é tão fácil quanto antes, por exemplo. Parece piada, eu sei. Mas não é. Ai, como o tempo voa.
E voa mesmo. Meu último post foi no 7º período da faculdade e hoje sou uma mulher...formada! Nossa, que angústia. Pela primeira vez na vida estou sem norte. Pela primeira vez cabe exclusivamente a mim decidir o próximo passo. Terminar o Ensino Médio foi mole. Vestibular é chato, mas fazer faculdade é o que esperam de você. Ok, a gente enfrenta. Mas e agora?
Mãe, o que eu faço? Me ajuda!
Nem fazer cinema, que eu sempre planejei, eu tenho certeza se quero agora. Trabalhar e estudar não é pra qualquer um. Lembrando que trabalho não é estágio. Graças a deus saí da faculdade com um emprego, mas isso implica em outras preocupações na cachola. Será que mês vem consigo dar menos despesas à minha família? Começar a pagar meu plano de saúde não seria nada mal...Mas aí também tem gasolina; estacionamentos; conta de celular; aquele curso de alemão que empurro com a barriga; aulas de piano e canto que quero fazer há anos mas não tinha tempo; entrar numa academia não seria má ideia também.
E é cada um dando palpite de um lado.
'É bobagem fazer outra graduação'
'Começa, se você não conseguir conciliar, larga' (Minha faculdade é super barata, super posso me dar ao luxo disso, né?)
'Faz uma pós'
'Vai viajar pelo mundo'
Esse papo de decidir o futuro não tá com nada, não quero ser minha própria bússola.
Era tão mais fácil dizer 'vou fazer vestibular pra Comunicação' ou 'to no ciclo básico ainda, mas quero fazer Jornalismo'.
É muito difícil falar 'Oi, SOU jornalista, produtora ou whatever. Falta moral ainda!
Será que um dia isso sai com naturalidade?

quarta-feira, 4 de novembro de 2009

Como é chato e difícil fazer monografia! Não entendo isso, jornalista que se preze não vai levar uma vida acadêmica...

domingo, 20 de setembro de 2009

Ó vida..

Dinheiro, por favor caia do céu para que eu possa sair deste âmbito familiar o mais rápido possível.

segunda-feira, 17 de agosto de 2009

MIS

Não costumo criticar decisões das autoridades e/ou seu desempenho neste humilde espaço. Mas preciso desabafar! Acho uma tremenda burrice transferir o Museu da Imagem e do Som (MIS) para o local da boate Help. Primeiro porque a boate existe há mais de 20 anos e acho super tradicional (apesar de nunca ter ido, tremenda carioca).
Segundo porque no MIS, devem ter vários VHS, cassestes, rolo de película e tudo mais. É, realmente, em frente à praia é o lugar perfeito para preservar esses itens. A maresia não prejudica na-da.

¬¬

Sem falar no projeto escolhido para ser a nova fachada do prédio. Além de horrorosa, nem é brasileira!

domingo, 2 de agosto de 2009

Éclair, o inventor do fecho*

Uma vez escrevi aqui que fechecler era uma das palavras mais engraçadas da Língua Portuguesa. Não é que falei asneira? Pois pasmem, há tantos anos na boca do povo**, a grafia continua sendo fecho ecler, ou éclair, do francês. Na reforma ortográfica, eles me tiram o trema dos macaquinhos saguis, arguir, quinquênio, mas não tornam fechecler uma palavra única? Vai entender.

Ainda bem que já passei da fase de ler perante a turma. Ficaria traumatizada para o resto da vida! Porque, cá entre nós, fatalmente erraria a pronúncia.









* Frase sem embasamento teórico, pura invenção da minha cabeça
**Parafraseando Juliana Freitas

quarta-feira, 17 de junho de 2009

Você tem algum amigo gay? Eu tenho. Uma coisa que acontece com mais frequência do que eu gostaria é um amigo ou amiga apontar uma pessoa que eu acho interessante e falar 'sai dessa, esse aí gay'.

- Como você sabe??
- Sabendo ué. Gay reconhece gay. A gente sabe identificar.

Agora me responde uma coisa, como é que eu, sendo hétero, não sei identificar com exatidão os meus semelhantes? Eu sou passível a erros, mas os homos não!?

quinta-feira, 4 de junho de 2009

O ego na pista da esquerda

Mais do que dar passagem quando alguém coloca uma seta, não bloquear cruzamentos, não avançar sinal, o carioca precisa aprender a andar na faixa da esquerda. Imagino como dever ser difícil para muitas pessoas compreender que não pertencem ao mundo dos velozes. É como ser sempre o reserva no time, o último a rir das piadas. Requer um espírito enormemente elevado reconhecer que você, simplesmente, é inferior. Os homens, principalmente, têm que aprender a diferenciar carro de masculinidade. O mundo sabe separar potência de carro de potência de outras coisas.
Mas não, o ego não permite tal reconhecimento. A pista da esquerda deveria ser a mais rápida, mas por causa dos infelizes que não tem autoconhecimento, ela se torma, muitas vezes a mais devagar.

Quantas vezes não piscamos o farol insistentemente e o desgraçado com membro sexual desfavorecido não se move, não sai da sua frente? Eu confesso que tenho pé bem pesado, gosto de correr. Mas raramente pisco farol, e nunca buzino. Explodo, xingo o mundo inteiro, mas minhas grosserias ficam reservadas aos quatro cantos dos meus vidros insufilmados. Confesso também que quando piscam pra mim posso ter duas atitudes, depende do meu humor. Uma é ir imediatamente para a direita, a outra é acelerar e fazer o sujeito se arrepender de ter piscado pra mim. Ora essa! Onde já se viu piscar farol pra Lara Rebibout?

Além dos meramente mal amados, que não dão passagem pelo puro prazer de semear discórdia, existem os que acham que vão ensinar alguma coisa, dar uma lição de moral no lugar mais inoportuno: o trânsito. São aqueles que com certeza pensam 'eu já estou a 80km/h, esse sujeito nem sequer tem o direito de piscar pra mim. Já estamos no limite permitido."

Meu senhor, se eu quiser ir a 100km/h o problema é meu! Dá pra você reconhecer a sua inferioridade e sair da minha frente?! Bibiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiii!

quarta-feira, 29 de abril de 2009

Um desabafo da maior consumidora de pastel desse Brasil

Alguém pode por favor fazer a gentileza de me informar quando foi instituído em rede carioca que pastel de queijo se faz com queijo minas? Não tem coisa mais nojenta e que queime mais a imagem da velha boemia carioca.

Chefes de cozinha dos botecos do meu Brasil, por favor. O queijo minas não se desmancha, não abraça as extremidades do pastel e derrete com o óleozinho fervente. Não deixa constrangedores metros de queijo esticados à primeira mordida. NÃO! O queijo minas se mantem em calota, solta uma água que parece giz líquido e não preciso dar mais motivos para que ele seja tido como horrível. Deve ser banido do circuito carioca. Não aguento mais me ver obrigada a perguntar qual queijo a casa usa. E o pior é que momentos depois costumo fazer alterações nos pratos, solicitando que retirem a carne etc.
Gente, é muito constrangimento pra uma pessoa só. Mesmo que essa pessoa seja eu!

Viva ao bom e velho queijo minas TRADICIONAL. Esse sim proporciona o gostoso puxadinho!

Eco Hooters

Essa semana usei uma blusa do Hooters (cadeia de lanchonete americana que conta com o serviço somente de garçonetes peitudas - Assistam 'O paizão') que diz o seguinte:
CONSERVE WATER!
Shower with a friend
HOORTERS

Que eu sou um pouco environment freak todos sabem, mas que sou environment freak e piadista nem todos sabem. E nem ficaram sabendo! Minha piadinha de tome banho com um amigo foi completamente engolida pelos meus seios. Sim! Não pude demonstrar minha irreverência e meus bem gastos 15 dólares porque a dobra natural dos meus peitos cobriu o 'shower with a friend'.

Que graça tem circular por aí com uma blusa que diz 'Conserve Water'? Nenhuma. Agora sou vista como environment freak e boring (olha eu dando muito crédito ao evento que ninguém presenciou ou leu)

sábado, 14 de março de 2009

meta para 2009

Conseguir encostar na ponta dos pés. Com as pernas devidamente esticadas.

quarta-feira, 4 de fevereiro de 2009

Life experience

Foi dada a largada da contagem regressiva. Apesar da imensurável saudade do Brasil, dá um aperto no coração saber que tudo isso está prestes a acabar.
Uma família criada aqui. 14 pessoas que foram "forçadas" a conviver, e que se tornou uma família.
A primeira pessoa já está voltando e tremo na base ao vislumbrar o momento da despedida. Sou péssima com despedidas, principalmente quando gosto de quem está partindo. Em casa, no Brasil, muitas vezes fico sozinha. Minha irmã e mãe costumam passar os domingos fora de casa e fico só com meu cachorro. Simplesmente detesto isso e foi fenomenal ter a casa sempre cheia.
São sete catarinenses, cinco cariocas (de todos os cantos do Rio) e dois capixabas. Uma mistura que, na minha opinião, deu certíssimo!
Infelizmente convivi pouco com algumas pessoas por causa da incompatibilidade de horários. Em compensação aprendi a admirar, respeitar e adquiri um carinho enorme por outros.
É surreal imaginar que depois de três meses essas pessoas vão desaparecer da minha vida. Não vou mais acordar com gente dormindo na sala, tentar (e não conseguir) pisar delicadamente por causa dos vizinhos chilenos do andar de baixo, me esquivar pra chegar a minha cama porque tem alguém dormindo em um colchão colado à ela. Não vou mais levar minha vida para o banheiro e me trocar lá. Nem espremer as coisas na geladeira ou usar a varanda como freezer. Não vou mais lavar louça (ufa!), nem levar o lixo para a garagem, que é bem mais quentinha que meu quarto, diga-se de passagem.

Vou setir falta de tudo. Do Big mandando dois beijinhos de boa noite imitando a Camila. Da risada do Peixe, que consegue ser mais escandalosa que minha. Da Ritinha espivitada, do sotaque baiano do Thiago (que é catarinense). Das grosserias do Daniel, do sotaque fofo de (já nem uso artigo) Thalisson e Robson. Da adorável e mais amiga, a Fe. Do divertido e prestativo Rudney. Aliás, os catarinenses são todos divertidíssimos. Dos 'yo, motherfucker' do mais carioca de todos, o Guga.
Acho que vou até sentir falta de esperar a Kamila sair do banheiro. Terei saudade dos papos do banheiro que tentavam ser particulares mas a casa inteira ouvia. Dos meus companheiros de quarto que, enquanto dormiam congelando, me ouviam falar nos sonhos (até em inglês) e escutavam aos gemidos da Camila. Em compensação eu suportava os roncos deles.

Que saudade vou sentir de subir o condomínio e encontrar a casa cheia de tênis e botas no tapete, bolsas e casacões na mesa.
Vou guardar com muito carinho o aniversário surpresa do Paizão e a aconchegante sala, a sede do nosso convívio. Das noites animadas ao som de "When I grow up" e "Womanizer" e os momentos não tão agradáveis assim, como as reuniões que ditavam as regras que seriam descumpridas.
Foi aqui, que além da cultura americana, eu conheci mais a brasileira. Jamais ouviria falar do Diarinho e Vitor e Léo se não fossem pelos sulistas, ou escutaria Alexandre Pires depois de 300 anos. Não incluiria Itajaí na letra I de adedanha/stop.
Daqui uns anos vou rir da geladeira super lotada, a lareira amontoada de coisas pra secar, dos bilhetes/avisos descontraídos, da confusão do aluguel.
Só não sei se sentirei falta de subir o condomínio com as compras do Smith's e escrever meu nome em todas as coisas.

sexta-feira, 16 de janeiro de 2009

São 6:45h da manhã aqui em Park City. Acordei as 5h para pegar o ônibus das 6h e estar no Eccle Theater, cinema em que sou voluntária do Sundance, as 7:45h. Não sei onde estava com a cabeça! Tenho tempo de sobra agora. E sabe onde estou? No Headquarters dos voluntários. Um tenda montada atrás do Marriot com vários computadores, lanche, sofás, lixeiras para reciclagem e outras coisinhas que deixam o ambiente aconchegante. Uma mulher saltou do ônibus comigo e como estava muito frio para esperar a outra linha de bus, viemos andando ao Headquarters. Uma caminha de uns 12 minutos no escuro e hiper frio! Sim, são 6:47 mas ainda está escuro!
Uma outra voluntária madrugadeira está assistindo 'Curtindo uma vida adoidado', aliás o Mathew Brodderick (?) e a Sarah Jessica Parker se separaram...que babado, menina.

Por hoje é só. Wish me luck!

domingo, 28 de dezembro de 2008

Hoje faz um mês que sai de casa. Já passei esse tempo longe de casa, a partir de amanhã é tudo inédito.

Estou com muitas saudades de tantas coisas inusitadas! Na maior parte do tempo eu nem presto atenção ou sinto falta de alguma coisa. Mas nos momentos de tranquilidade e introspectivade, o coração aperta.
Sinto falta, principalmente, das minhas amigas, irmã e mãe. Não necessariamente nessa ordem. Aliás nem sei se seria capaz de hierarquizar essa ordem.
Sinto falta dos engarrafementos pra faculdade e do sentimento intenso de alívio ao ver que o trânsito estava livre. Saudade de chegar em casa e minha mãe falar:

- Filha, por que não veio me dar um beijo?
- Mãe, dei um oi geral, você estava aí trancada no escritório...

Saudade de ir ao cinema e comer no Outback com a família. De falar pras minhas amigas: quer comer uma saladinha no outback? E de ser convidada pra um Koni.

De recusar um convite pra Nuth toda quarta. De falar 'amiga, vamos a um sambinha?' De bater perna no NY e atravessar pro Nipa.
Saudade de poder tomar banho e sair de toalha pra me trocar a vontade no quarto (Em vez de ir pro banheiro com ciroula, calça, sutiã, hidratante, desodorante etc). De expulsar minha irmã do computador. De dirigir!
De dormir com o meu cachorro.
De reclamar que a porta da frente está sempre trancada ou que me chamaram pra mesa antes do almoço estar posto.

Bom, voltando as novidades daqui.

Parece até besteira falar que estou aprendendo muito. Isso é mais que óbvio mas eu me choco comigo mesma.
Morar com tantas pessoas está sendo, na esmagadora maioria do tempo, ótimo! Realmente não esperava por isso, foi uma surpresa. Achei que 90% do tempo seria de perrengue. Claro que algumas coisas me incomodam, assim como eu incomodo a alguns e todos se incomodam mutuamente.
Por exemplo, na véspera de Natal fui fazer as compras pra ceia com um menino. Bem cedo pois tinhamos que trabalhar. Voltamos e logo eu saí para o batente. Só retornei lá pras 21h e pus a mesa do jantar (eu que insisti em fazer. Sei que outros teriam feito se eu não tivesse pedido). O resto do pessoal cozinhou e deu uma geral na casa.
Na manhã seguinte lavei a louça. Não me incomeodo de fazer isso e me senti meio que em dívida visto que uma galera ralou pra caramba pra concretizar a ceia. Lavei quase tudo e já tinha perdido um ônibus quando uma menina se ofereceu pra terminar (não era pouca coisa). Ótimo!
Fui trabalhar e quando voltei o pessoal me mostrou uma taça que eu tinha usado no jantar que não estava lavada. Na hora eu fiz um ha ha e lavei, sem problemas mesmo! Mas quando parei pra pensar vi na tamanha mesquinharia que foi aquilo. Eu lavei boa parte da louça de livre e espontânea vontade e me aprontam essa brincadeira de mau gosto. São coisas que você percebe com o tempo.

Ser rápido no banheiro, silencioso pela manhã, segurar a grana, aguentar comentários e exigências estúpidas de alguns chefes que não merecem respeito, tudo é um baita aprendizado. Todo dia. Coisas que acontecem em casa, no Brasil mesmo, mas que não valorizamos diariamente.

terça-feira, 16 de dezembro de 2008

Uma mulher morreu em uma avalanche aqui.
Ja parou pra pensar o quao bizarro e voce sair de ferias pra esquiar e nunca mais voltar? Com o destino nao se brinca.


Mudando de assunto...
sempre achei que os tais comerciais comparativos dos Estados Unidos fossem mais emblematicos do que de fato frequentes. Mas estava enganada. Os danados existem mesmo.
Volta e meia passa um anuncio do Donkin' donuts comparando o seu cafe ao do Starbucks. E sem a menor cerimonia. E uma mulher lindona, fazendo pesquisa com as amostras de cafe e uma prancheta. A conclusao? Donkin'donuts tastes better.

Outro muito frequente e um do Burger King onde mostram um Whopper versus Big Mac na bandeja e pedem pra pessoas de micro vilas do Camboja, Tailandia etc provar os dois. O veredicto e, claro, a favor do Whopper. The Whopper Virgins e o nome da campanha.

sábado, 13 de dezembro de 2008

Terceira semana em Park City. O tempo voa! O programa tem aproximadamente doze, falta pouco!
O pessoal aqui é muito legal. Dei a maior sorte. Meu corretor é um amor de pessoa e acabou se tornando também meu chefe. Não, não entrei pro falido mercado imobiliário. Ele tem uma sorveteria e é lá que eu trabalho. No inverno brabeira, uma sorveteria! As pessoas são muito atenciosas e prestativas. O Paul parece estar mais animado por me ter trabalhando lá, mó receio de decepcioná-lo. No primeiro dia aqui eu fiquei trancada do lado de fora. A chave que o Paul deu não estava funcionando bem e eu me ferrei na hora de ir comprar itens de sobrevivência como leite e cereal. Bati no apartamento do lado e a mulher foi uma grossa dizendo que não tinha telefone. Até parece. Desci e caminhei até uma casa que parecia acolhedora. Bati, expliquei e a filha da familia me ajudou a ligar pro Paul. Ele rapidamente chegou mas durante a friorenta espera pude contar com o nextel e uma amiga pra contar a primeira mancada da viagem. Ele me levou pra comprar os itens de sobrevivencia e rapidamente voltei. No dia seguinte comprei um celular pra caso aquilo acontecesse de novo. Descansei no dia seguinte, sábado, e esperei pelo meu primeiro roomate. Domingo resolvi ir a luta e procurar emprego. Rodei a Main Street, oficializei alguns contatos que havia feito no Brasil e, prestes a desistir e saltar em frente a minha casa, resolvi continuar e ir ao cinema. Consegui emprego lá e comecei na semana seguinte. Hoje fiz uma semana de empregada no Metro Cinema. E cinco dias de sorveteira.
Como disse, as pessoas são adoráveis. Oferecem carona quando te vêem no ponto de ônibus, são sempre atenciosas quando cruzamos no condomínio ou no elevador. São muito solicitos nos posts offices. Americanos que eu não esperava encontrar.

Dei a maior sorte em encontrar dois empregos. Está todo mundo desesperado, inclusive cinco roomates. Até agora são dez. Faltam quatro. Mas quando a neve cair sinistramente, o movimento da cidade melhora e todo mundo consegue emprego, se a crise permitir. Ainda vão ganhar mais do que eu. O cinema paga mal, 7.25, e só recebe o Sundance em duas das oito salas. A sorveteria é ok, 8.

Estou em contato constante com a equipe do Sundance. Não recebi minha credencial no dia dois de dezembro. Eles disseram que faltavam componentes no meu cadastro, ou seja, alguma cobertura relevante e recente. Enviei algumas coisas do site do Sidney Rezende. Torçam por mim, por favor!

Conviver com essa galera está sendo tranquilo. Quem me conhece sabe como sou neurótica, mas são todos muito divertidos, fora a parte de alguns ouvirem Latino e música sertaneja. A única preocupação é caso o Paul apareça. E ele apareceu. Um menino que não deveria existir 'oficialmente' abriu a porta pra ele e disse que estava tudo bem quando o Paul perguntou se o forno estava funcionando. Azar de um menino que era oficial e perdeu a identidade.

Confesso que se isso fosse um BBB da vida eu seria a primeira indicada. Já até soltaram essa piada aqui. Não achei muita graça, devo dizer. É que graças as dicas que recebi de outras pessoas, coloquei nome nas minhas comidas e por isso acho que já sou mal vista. Mas não me importo muito. Aliás, hoje fiz brigadeiro com o leite condensado que trouxe e com um pó de chocolate de uns meninos e morango. Ficou uma delícia! Que saudade de casa.

Minhas mãos estão constantemente vermelhas e queimadas, mesmo com todo o hidratante que tenho passado. O frio está tranquilo e só coloco as mãos no bolso, mas isso parece não ser suficinte, especialmente convivendo muito com o gelo da sorveteria. Estou bebendo mais água do que nunca mas isso não chega nem perto do recomendável.

Em três semanas só comi duas vezes no Burger King, duas no Mc Donald's, duas no Wendy's e dois cafés no Starbucks. Bem razoável, né. Ah, e só hoje comprei minha segunda garrafa de Coca. Se não fosse pelos sorvetes e pipoca de graça eu estaria indo muito bem!

Acho que por hoje é só.
Fiquem bem, amo todos.

sábado, 15 de novembro de 2008

para quem nunca foi à Disney...

...vá ao Shopping da Gávea.
Os shoppings da zona sul têm essa mania de fazer estacionamento no teto, não no subsolo. G1, G2, G8, Rússia. Uma loucura só.
Mas o do Shopping da Gávea, além da usual rampa alucinante que força meu pobre carro a gás, tem também uma cobertura redonda. Isso mesmo, a rampa é envolta por um teto redondo, que dá a mesma impressão de determinadas montanhas-russa da Disney. Aquela emoção subindo pelo esôfago enquanto o carrinho faz 'tec-tec-tec' nos trilhos. E a iminente queda em seguidos parafusos. A única diferença é que não tem uma barra de ferro presa na sua cintura e quem está no comando do carrinho é você. Portanto, cuidado com as curvas.

terça-feira, 4 de novembro de 2008

uma verdade muito inconveniente

Eu preciso de fortes impulsos pra fazer qualquer coisa. Sou movida a sentimentos, a paixão fortíssima.
Acabei de rever 'Uma verdade inconveniente' e por isso preciso escrever. Obviamente estou chorando. Se deixasse passar quinze minutos já teria desistido. Simplesmente parte meu coração saber que este homem fala sobre aquecimento global há pelo menos 20 anos e muita gente ignora. Vale lembrar que este homem é o ex vice-presidente dos Estados Unidos. Não um ex vice-prefeito do munícipio do Rio sem peixe. Vale lembrar também que ele concorreu á Casa-Branca em 2000 contra o quase ex presidente George W. Bush. Não em um partido pequeno, não como último candidato com menos de 1% nas pesquisas. Foi ali, no pau a pau. Ou seja, um homem com visibilidade suficiente para mover o mundo. Mas não move.
Ao ver o documentário eu só pensava em desistir. Pra que eu 'perco' meu tempo estudando francês? Estudando jornalismo? Do que adianta isso? O que eu estou fazendo para melhorar o mundo? Mas, vamos cair na real, o que eu poderia fazer? Se o ex vice presidente da maior (mesmo em tempos de crise) nação do mundo não consegue muitos resultados, não mobilizia o Congresso, como ele mesmo diz, quem sou eu pra fazer alguma coisa? Não sei se Al Gore previu espectadores desistentes e fracotes como eu, a questão é que na reta final do documentário, o filme cria uma faceta otimista. E você cogita a possibilidade de fazer alguma coisa. Eu cogito. Continuo achando irrelevante o que faço mas vou tentar até o fim não jogar a peteca pro ar, como faço com tantas outras coisas da minha vida. Mesmo quando tinha carro procurava ir de carona pra faculdade. Se não desse pra pegar de ida e volta, que fosse só em um trecho. Os ônibus estão aí. Papel só reciclado. Caderno, agenda, blocos. Não compro couro (mas aí são outras questões). Evito pegar sacolas plásticas em locadoras, mercados, lojas etc.
Mas a sensação que eu tenho é que isso não importa nada. Às vezes eu fraquejo e pego o carro só para alugar um vídeo. Aqui do lado! O peso chega à consciência, mas aí já tarde demais.

No geral sou até satisfeita com a minha atuação. O que me entristece é ver pessoas do mesmo nível cultural que eu, aliás, nível superior, ignorando o que está a sua volta!
Uma amiga que me dá carona quase todo dia é uma dessas. Tem pelo menos dois livros na bolsa, mas ridiculariza a questão ambiental. E olha que ela ainda acha que vai ter dois filhos! Uma, vegetariana. Ou seja, ela vai perpetuar o sangue e mesmo assim não faz nada. Tem aquela postura 'soucoolnãomeimportocomomundovocêsotáriosqueseimportemcom isso'. Tenho vontade de chorar quando percebo essa atitude nas pessoas. Choro por qualquer coisa, boa ou ruim. No geral sou bastante incrédula com a humanidade, por isso não quero ter filhos. Vou adotar. Mas as pequenas coisas me comovem absurdamente. Uma pessoa que cede lugar ao mais velho, que segura a bolsa de alguém no ônibus cheio, que devolve o dinheiro encontrado, que só usa o carro quando é estritamente necessário, que me ensina coisas no 175. Tudo isso me faz chorar.
Mas eu choraria mais ainda se as faculdades e escolas só usassem folhas recicladas. A minha faculdade usa quando os estudantes solicitam documentos como histórico escolar e outros. A Escola Parque tem um cesto onde os alunos jogam as folhas e elas são recicladas. A correspondência do Banco Itaú também vem nas folhas pardas reutilizadas. Meus olhos enchem d'água quando vejo um estudando com o caderno reciclado na mão. É difícil resistir ao caderno cuja capa é o Johnny Depp, a Pucca, vaquinhas fofinhas ou o Batman (sim, um amigo meu tem esse caderno) e, em vez disso, escolher o sem graça porém ecologicamente correto. Por saber desta dificuldade é que meus olhos lacrimejam quando vejo que alguém fez a mesma escolha que eu. Que o banco recém unido ao Unibanco também faz essa escolha. Que a minha faculdade faz.
No entanto, isso tudo pode melhorar. Todas os papéis que circulam lá poderiam ser reciclados. A equipe de engenheiros, quem sabe, não pode providenciar um sistem de energia solar? É ali onde as coisas acontecem.

Foi na faculdade que Al Gore teve o privilégio, há algumas décadas, de ter contato com um dos pioneiros no tema aquecimento global. É na faculdade que temos de implementar certas mudanças. Hoje em dia não tem nada de pioneirismo nisso, mas infelizmente ainda não atingiu o ponto de ser inerente ao ser-humano preservar.

domingo, 26 de outubro de 2008

50,78% x 49,22%

Eudardo Paes acaba de ser eleito prefeito do Rio de Janeiro. Eu acabei de terminar de ler 'A sangue frio'. Estava realmente deprimida com a leitura mas o foco do meu sentimento mudou quando minha mãe entrou no quarto, e dignamente, me parabenizou pois o meu candidato ficara em segundo lugar em uma disputa acirradíssima. O dela venceu. Esqueci completamente o assassinato da família Clutter descrito por Capote e só penso em como eu gostaria que o Gabeira tivesse ganhado.
Infelizmente a nossa política e o eleitorado é predominado por um pensamento de classe média, como diria um professor meu. O pensamento classe média independe da classe social. Uma pessoa riquíssima e instruida pode ser portador deste pensamento. Na minha opinião Eduardo Paes é um político de classe média. Não propõe nada de novo e não fará diferença alguma em seu governo. Em sua campanha, só vi falta de ética. A começar pelas bandeiras e mídia exterior que ele tanto critica mas usufrui mais que qualquer outro candidato. Mesmo que ele fosse o meu candidato, só de ver os papéis perto da minha zona eleitoral na manhã do dia 5 de outubro, mudaria. Acho simplesmente inconcebível que alguém que tenha a cara de pau de sujar a cidade dessa maneira preste como político. O caráter não muda no grau das ações. Se um sujeito é capaz de ser inescrupuloso nas pequenas coisas, será também nas grandes.
O modo como ele usou o apoio de Sérgio Cabral e de Lula é também vergonhoso e irritante. A cada minuto nos debates ele cita isso. E a gente está careca de saber que ter apoio de alguém não significa romper o isolamento político do Rio de Janeiro. Ele simplesmente não propôs nada. Só falou das quarenta UPA's 24 horas. Espero que cumpra e que ajude aos pobres que ele tanto defendeu nesta campanha.

Fiquei muito feliz, por outro lado, ao ver a campanha de Fernando Gabeira. O candidato do PV foi o primeiro a abrir os gastos da campanha e divulgar os nomes de todos os colaboradores, a falar que os cargos não serão distribuidos por conta de laços políticos, mas sim por competência. Falou em monitoramento aéreo da dengue e o candidato eleito ridicularizou essa proposta. Uma solução que deu tão certo em Fortaleza. Gabeira sabe da precária indústria carioca e conta com o turismo como fonte de renda da cidade. Infelizmente a maioria das pessoas não leva isso a sério, mas a proposta do candidato do PV de sinalizar a cidade para os turistas é de grande valor. Quem já foi a Salvador pôde perceber o quão bem sinalizada a cidade é. Todas as placas em português, inglês e espanhol, além dos símbolos indicativos do que é o lugar. Se é parque, praia etc. Infelizmente, mais uma vez, os políticos do Brasil tendem a ignorar os projetos bem-sucedidos e insistem no erro.
Gabeira sugeriu que um navio fosse afundado na Baía de Guanabara pois isso atrairia um fluxo enorme de peixes e a revitalização daquele ecossistema. Isso já foi feito nas Ilhas Cagarras, em Ipanema e lá existe uma procura muito grande de mergulhadores e turismo do gênero. Um turismo bastante caro, diga-se de passagem. As pessoas às vezes julgam essas coisas supérfulas e não vêem o quão lucratica e rentável seria para o maquinário financeiro dessa endividada cidade.
Infelizmente o pensamento de classe média venceu.
Espero que Eduardo Paes me surpreenda, seja um político inteligente, que vá além da mesmice e adote as propostas de Gabeira. Se não, daqui a quatro anos, torço para que Gabeira se candidate novamente. Até lá, veremos que Paes não têve diferencial algum, que fará as mesmas coisas que critica em Cesar Maia e, provavelmente, já estará em outro partido. Aí sim os 49% de Gabeira possam se tornar 80.

segunda-feira, 20 de outubro de 2008

Horário de Verão

As pessoas sempre fazem o maior estardalhaço quando chega o horário de verão. Uns reclaaaaaamam do sono perdido, outros vibram pela hora extra de sol. Para mim nunca fez a menor diferença. Na verdade fazia quando ia à aula de inglês de bicicleta e, logo que o horário de verão terminava, tinha que me acostumar a voltar para casa no escuro. Confesso que sentia um pouco de medo e pedalava tão rápido que tinha vontade de me inscrever no Tour de France.
A questão é que de fato essa horinha de diferença deixa todo mundo bitolado e, por incrível que pareça, afeta na economia. E não só dos vendedores ambulantes da praia, que temos o prazer de ver todo santo ano agradecendo ao astro rei.
Nunca tinha visto tantas pessoas bebendo café ou dormindo em uma determinada aula muito boa. É raro eu conseguir ficar o tempo integral na sala. Costumo sair para dar uma arejada, compro um chocolate quente e volto. Mas hoje todos saíam para comprar café, a fila na lanchonete estava maior, o cheiro de café tomava conta o elevador, alguns portadores de rinite roncavam na sala.
Eu não entendo uma coisa. Existe uma razão para que o adiantamento do relógio se dê de sábado para domingo? Se o caos sonolento toma conta dos ambientes de trabalho/estudo, por que não ajustar os relógios na sexta-feira? Assim dá tempo das pessoas se acostumarem melhor com a idéia de tomar banho ainda noite.